Controle de miligramagem para medicação previne prescrição de altas doses aos pacientes oncológicos

Com o intuito de oferecer melhores condições aos pacientes e atender as necessidades das especialidades, o controle de medicamentos é fundamental para médicos que prescrevem uma quantidade elevada de medicações, por um alto custo.  Dependendo do estado de avanço da doença, o paciente pode receber uma dose maior de medicamentos que outro, variando conforme a gravidade da doença, o Índice de Massa Corpórea (IMC) e a situação física do paciente.

É comum entre as companhias farmacêuticas acontecer o que chamamos de “overfil”, onde ocorre fabricação de lotes de medicamentos além da quantidade desejada, fazendo com que o número de comprimidos nas caixas seja maior do que informa a embalagem. De acordo informações disponíveis pela Pixeon, empresa especializada em tecnologias para sistemas de gestão de saúde, existem técnicos farmacêuticos que removem a quantidade em excesso dos frascos e dividem entre os recipientes do lote para que a quantidade desejada fique regularizada.

Saber gerenciar a quantidade de remédios é fundamental para a saúde das pessoas. O prejuízo pela quantidade excessiva de comprimidos produzidos e prescritos ao paciente podem trazer desperdícios desnecessários e prejuízos à instituição. Para isso, é necessário uma otimização na gestão que permita ter o controle do estoque, da quantidade de medicamentos, controle da temperatura do ambiente, garantindo uma gestão segura e eficaz a sua instituição.

Diante disso, espera-se que as unidades de saúde providenciem melhorias que auxiliam os pacientes nos tratamentos diários e atendimentos rotineiros, diminuindo o efeito de remédios e doses altas da substância. Uma forma, de aliviar a dor e o cansaço para muitos. Em casos, em que o paciente é diagnosticado com um câncer grave, como a leucemia, por exemplo, é necessária uma infraestrutura adequada e funcionalidades por parte da instituição de saúde.

Seja um doador de medula óssea

Por falar em Leucemia, Fevereiro foi o mês de conscientização sobre o diagnóstico precoce contra a doença de leucemia. A Lei 17.207, sancionada pelo governador de São Paulo em 2019, prevê alertar as pessoas em relação ao diagnóstico antecipado da doença.

Uma doença grave, em muitos casos, a leucemia é uma doença maligna dos leucócitos (glóbulos brancos), caracterizada pela proliferação anormal destas células na medula óssea, ocasionando produção insuficiente de células sanguíneas maduras normais, relata a hematologista do Mater Dei Dra. Patrícia Fischer. “Pode ocorrer infiltração leucêmica de vários tecidos do organismo como fígado, baço, linfonodos, sistema nervoso central e outros”, acrescenta.

O diagnóstico antecipado da doença pode trazer melhores soluções distintas ao paciente. Uma das formas de tratamento da doença é o transplante de medula óssea, conforme a Dra. Patrícia explica. “O transplante de medula óssea é um procedimento que utiliza quimioterapia com ou sem radioterapia para destruir a medula óssea doente do paciente, seguida da infusão de células progenitoras hematopoiética do próprio paciente (transplante autólogo) ou de doador (transplante alogênico) para reconstituir a hematopoiese, isto é, a formação adequada das células sanguíneas”, diz.

Para a segurança do paciente e o bom tratamento da doença é necessária uma infraestrutura e experiência médica no tratamento dos pacientes, destaca a hematologista. “Devido aos riscos das complicações infecciosas e hemorrágicas, que podem levar ao óbito.”

Conforme informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea – Redome, os tratamentos em que deve haver o transplante de medula consistem em casos de leucemia originários de células da medula óssea ou também por meio de anemias graves, seja ela adquirida ou crônica.

 Conforme informações disponibilizadas pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) são esperadas 5.920 novos casos de leucemia no Brasil entre o período anual de 2020 e 2021. Só no ano de 2017, o registro de pacientes que foram a óbito por leucemia chegou a 6.788 no Brasil, enquanto que o estado de Minas Gerais teve 694 mortes, 115 delas só em Belo Horizonte.

Atualmente, existem 28 milhões de doadores de medula óssea pelo mundo, sendo um pouco mais de cinco milhões destes, localizados no Brasil, quantidade inferior a 1/3 da população brasileira que somam 210 milhões de pessoas – estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) até o dia 1° de julho.

De acordo com a assessoria da Fundação de Hematologia e Hemoterapia de Minas Gerais (Hemominas), o cadastro médico de candidatos ao transplante de medula óssea supera o número de 30 mil pessoas. No ano de 2019, no estado mineiro, tiveram 232 transplantes de medula óssea de janeiro a dezembro. Parece pouco para quantidade de transplantes registrados, porém muitas pessoas ainda têm receio de ser um doador. A jornalista Mariana Soares, é uma das pessoas que tem medo de se candidatar como doadora de medula óssea.  “Minha resistência sempre foi à forma invasiva da cirurgia, por isso ainda não me candidatei. Mas quero superar esse medo e ajudar pessoas que precisam desse método de tratamento.”

Para tranquilizar pacientes que tem medo de se tornar doador de medula óssea, a Dra. Patrícia conta que os riscos para a realização da cirurgia, são poucos. “O medo é uma reação natural, mas a doação só ocorre após exames que atestam a saúde do doador. Além disso, é emocionante o relato dos doadores sobre o sentimento do gesto de doação superar o medo inicial. Deve ficar claro que os riscos são poucos e que o transplante de medula óssea é o tratamento para cerca de 80 doenças”, conclui.

:: Comunicação Medicsul

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