Máscara cirúrgica e sua eficácia na prevenção contra o Coronavírus

Temido pelo mundo, o coronavírus chegou para assustar a população mundial. A doença que se manifestou na cidade chinesa Wuhan circula com casos confirmados por países próximos a China como: Hong Kong, Coreia do Sul, Nepal, Japão e outros locais como Estados Unidos, Austrália, Alemanha e França. A princípio nenhum caso foi confirmado pelo Ministério da Saúde, no Brasil, porém já existem suspeitas de três pacientes contaminados pelo vírus.

Existente desde os anos 1960, o coranavírus faz parte de uma família conhecida por causar doenças respiratórias – como foi o caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e da Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) responsáveis por infectar cerca de 8.096 pessoas pelo mundo e apresentar uma taxa de morte de 35% entre os períodos de 2012 e 2013, respectivamente.

Segundo a Comissão Nacional de Saúde da China, o número de mortes pelo novo coronavírus passa de 2.017 pessoas, com mais de 70 mil casos confirmados no país. A população segue em alerta para conter o surto, principalmente por ser uma doença de fácil transmissão. A Organização Mundial da Saúde têm pontuado as seguintes recomendações de prevenção:

– Lavar as mãos.

– Cobrir em um tecido, a boca ao espirrar e tossir.

– Fazer a utilização de lenços descartáveis ao assuar o nariz.

– Evitar lugares aglomerados.

– Utilizar máscara de cirurgias (dependendo das regiões).

– Tomar cuidado com a procedência de carnes, ovos e alimentos de forma geral.

Uma das cenas mais vistas na Ásia, assim que começaram as medidas de prevenção contra o coronavírus, foi à utilização de máscaras cirúrgicas. Muito utilizado também em outros surtos de doenças, acredita-se que a máscara pode prevenir a transmissão. Mas, será que isso ocorre? Conversamos com o coordenador do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar no Hospital Felício Rocho e infectologista Dr. Adelino de Melo sobre a efetividade dessa prevenção. Segundo o médico, as máscaras cirúrgicas tem o objetivo de proteger contra gotículas respiratórias que são eliminadas ao falar, tossir ou espirrar, os principais mecanismos pelos quais os vírus respiratórios são eliminados.

“A prevenção para um contato eventual é feita com o uso de máscaras cirúrgicas. Em ambientes de assistência à saúde, o uso de máscaras com maior nível de proteção, como as N95 são indicadas, principalmente durante procedimentos geradores de aerossóis, como nebulização, broncoscopias ou intubação traqueal”, diz.

Questionado sobre a eficácia em ambientes vulneráveis, como o transporte público, por exemplo, onde ocorre um grande número de pessoas em ambiente fechado, o médico afirmou que as máscaras cirúrgicas podem ajudar na prevenção. “Caso o vírus alcance a nossa região e aqui mantenha transmissão sustentada, ou seja, entre pessoas da nossa região, as medidas citadas podem minimizar o risco de transmissão”, conta.

A maioria dos países com casos confirmados da doença tem tomado medidas drásticas de prevenção contra o surto da doença. Hong Kong, por exemplo, já anunciou quarentena para os visitantes que chegarem da China. Alguns países como EUA e Austrália fecharam fronteira para passageiros que estiveram na China. Tudo com o objetivo de amenizar o progresso da doença pelo mundo.

:: Comunicação Medicsul

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